Colonoscopia

O intestino compreende duas grandes regiões. Uma parte mais fina chamada intestino delgado que está relacionada com a digestão e a absorção dos alimentos, e uma mais grossa, o intestino grosso, responsável pela absorção da água, armazenamento e eliminação dos resíduos da digestão.

Câncer na região mais fina do intestino é muito raro. Em compensação, câncer no intestino grosso é muito frequente. A doença começa sempre como uma lesão benigna que vai evoluindo lentamente até transformar-se num tumor maligno.Na fase de benignidade, que é longa, é possível retirar a lesão e com isso impedir o aparecimento do câncer.

O câncer de intestino é traiçoeiro, quando se manifesta, o tumor já é razoavelmente grande porque, na fase inicial, costuma ser assintomático. Dependendo da localização, os sintomas são diferentes. Se estiver situado do lado direito do intestino, os principais serão enfraquecimento, anemia e alteração da frequência da defecação. Se estiver do lado esquerdo, há alteração do ritmo intestinal com predominância de constipação intestinal, ou seja, prisão de ventre. No reto, o principal sintoma é o sangramento. Sangue e puxo, ou tenesmo, caracterizado pela vontade periódica de ir ao banheiro e insatisfação provocada pela sensação de  evacuação incompleta são sinais de câncer ou de doença inflamatória no reto. Qualquer alteração no ritmo intestinal, constipação, diarreia, anemia, sangue ou catarro nas fezes e emagrecimento são indícios de que a pessoa pode estar com a doença.

Como prevenção temos o exame de colonoscopia que pode se tornar uma ferramenta poderosa no combate ao câncer de intestino, segundo pesquisa recente publicada no "New England Journal of Medicine". O exame endoscópico do intestino grosso e delgado pode reduzir em até 56% o risco de morte pelo tumor. Esse mesmo procedimento, quando realizado a cada 10 anos a partir dos 50, permitiria evitar 40% dos casos de câncer colorretal, segundo o estudo realizado nos Estados Unidos.

Os dados dialogam com o atual quadro preocupante do câncer de intestino. Um dos mais incidentes no mundo, com 1,2 milhão de mortes por ano, e o quarto com maior incidência no país, com 30 mil casos até 2013, esse tipo de tumor é comum em regiões mais desenvolvidas. 

Além da colonoscopia, o exame de sangue oculto nas fezes diminuiu o risco em até 32% de uma pessoa desenvolver a doença, de acordo com a mesma pesquisa. 

Fique atento, consulte sempre seu médico ao observar qualquer sintoma diferente e adote hábitos de vida saudáveis.

Fonte Jornal Zero Hora e http://drauziovarella.com.br

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