DESIDRATAÇÃO E INSOLAÇÃO

Quando nos expomos ao sol e a altas temperaturas, corremos o risco de desenvolver um episódio de desidratação ou insolação. Esse risco é maior nas praias, nas florestas, mas está presente também em desertos, ambientes secos e com temperaturas muito elevadas durante o dia. No calor e sob atividade física, transpiramos mais para manter a temperatura corporal estável.  A desidratação se instala quando a quantidade relativa de água no corpo se torna insuficiente.

A perda de água corporal ocorre tanto pela sudorese aumentada, como pela expiração. Esse efeito é maior em situações de grande gasto energético. A redução relativa da água corporal dificulta o funcionamento normal do organismo, porque algumas reações enzimáticas são alteradas. A frequência cardíaca fica mais elevada e, em casos mais graves, a pressão arterial pode cair bastante. Como consequência, os tecidos deixam de receber o aporte adequado de sangue.Os sintomas iniciais de desidratação são cansaço e dor de cabeça. À medida que a desidratação progride, sentimos sede. Depois podem aparecer tonturas, náuseas e sudorese excessiva.

A insolação é consequência da desidratação extrema.  A pessoa perde a capacidade de resfriar o corpo, a temperatura central aumenta e ela para de suar (sinal de alerta). Simultaneamente, ocorre a alteração da consciência (a pessoa pode ficar sonolenta) e do comportamento (confusão). Nessa situação, todos os órgãos podem entrar em sofrimento, especialmente o cérebro, os rins e o coração. A insolação é resultado do aumento de temperatura e não necessariamente da exposição ao sol; portanto, o uso de protetor solar não impede seu aparecimento.

Sempre que estivermos expostos ao calor e ao sol, devemos nos hidratar com regularidade e frequência. Crianças, idosos ou pessoas com dificuldade de comunicação merecem atenção especial, porque podem não expressar adequadamente a sensação de sede ou calor. Se não houver contraindicação, ofereça líquidos regularmente às pessoas mais vulneráveis. Além disso, proteger-se sob uma sombra natural ou guarda-sol pode ser outra medida útil. Se possível, deve-se evitar exposição ao sol nos horários de maior temperatura. Recomenda-se também não realizar atividades físicas extenuantes  nesse período.

O tratamento da desidratação é, obviamente, hidratar-se. Ofereça pequenas quantidades em intervalos menores de tempo. Não há preferência quanto ao tipo de bebida, desde que não contenha álcool. Água potável e fresca ajuda bastante nesses casos.

Nos episódios de insolação, o importante é resfriar o corpo. Tire a pessoa do sol e calor e ofereça-lhe líquidos frescos em abundância. Faça-a descansar e providencie uma banheira com água fria (não gelada) para ajudar no resfriamento. Em casos graves, pode ser necessário encaminhar a pessoa para atendimento hospitalar.

Fonte: http://drauziovarella.com.br

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